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Afinal, quanto custa um funcionário? Aprenda a calcular!

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O time de colaboradores é o motor da empresa, concorda? Mas qual é o preço pago para fazer essa máquina funcionar? Esse é um questionamento histórico entre as organizações, uma vez que não é fácil entender todas as despesas com cada membro da equipe interna.

Afinal, além do salário, existem vários outros valores que encarecem essa conta. Sendo assim, como entender quanto custa um funcionário?

Neste artigo, vou detalhar os principais gastos. Dessa forma, sua empresa não terá surpresas com a folha de pagamento. Pelo contrário, será possível planejar-se com antecedência. Acompanhe os próximos tópicos!

Quanto custa um funcionário?

Quer conhecer uma regra básica de gestão financeira? Antes de contratar um funcionário, calcule o custo real dele e observe o impacto que esse gasto terá sobre o seu negócio. É importante entender que os custos variam, de acordo com o regime de tributação da empresa (simples nacional e lucro presumido ou real).

Vou explicar. Segundo a lei 13.467/13, estão enquadradas no simples nacional, as organizações que faturam uma receita bruta anual de até R$4,8 milhões. As alíquotas cobradas podem ser maiores ou menores, de acordo com as faixas de faturamento que antecedem a esse teto.

Já o regime tributário do lucro presumido ou real é para as empresas que têm rendimentos acima de R$78 milhões por ano. Não importa em qual categoria tributária o seu negócio se enquadra, a seguir, elencarei os custos de um colaborador em ambos os casos.

Simples nacional

Tanto no simples nacional quanto no lucro presumido ou real, a regra é a mesma: quanto maior for o salário do funcionário, o custo com a tributação também será mais elevado. Para entender melhor esses gastos, darei um exemplo: imagine um profissional que ganhe R$1000,00 por mês: quanto de impostos a empresa pagaria?

No caso do simples nacional, para as organizações em que a folha de pagamento ultrapassa o limite de 28% do faturamento, a tributação fica assim:

  • FGTS — 8% ou R$80,00;
  • férias — R$1000,00 ao ano;
  • 13º salário — R$1000,00 ao ano;
  • 1/3 sobre o período das férias — R$333,33 ao ano;
  • valor anual do FGTS — 8% ou R$186,67.

Uma dica que dou é reservar um valor mensal para cumprir com essas obrigações. Como exemplo, você poderia guardar R$210,00 mensais, que é a soma das férias, do 13º salário, 8% do FGTS anual e 1/3 sobre as férias, divididos por 12.

Não podemos nos esquecer dos vales transporte e alimentação. Vamos pensar em um valor diário de R$10,00 para a refeição e R$6,00 para o transporte. No final do mês, custo total será de R$352,00.

Após reunir todos esses valores, chega o momento de deduzir a porcentagem que será paga pelo colaborador. Sendo assim, 8% ou R$80,00 vão para a contribuição do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e 6% ou R$60,00 para o vale-transporte.

Ambos os gastos serão subtraídos na folha de pagamento. Qual é o resultado de toda essa matemática? Juntando o salário mais os custos, o valor fica em R$1.502,00, ou seja, o funcionário representa um gasto mensal adicional de R$502,00.

Outra categoria

Existe uma subcategoria no simples nacional que engloba as empresas cujo gasto com a folha de pagamento não atinge 28% do faturamento mensal. Para essas, as alíquotas cobradas ficam assim:

  • INSS — 20%;
  • Riscos Ambientais do Trabalho (RAT) — 1 a 3% de acordo com o tipo da empresa. Refere-se a indenizações financiadas pelo INSS para acidentes de trabalho.

Usando o mesmo exemplo do colaborador que ganha R$1000,00, e supondo que a RAT fique em 2%, o resultado do custo final será R$1.642,00.

Lucro presumido ou real

No regime tributário do lucro presumido ou real, os custos seguem o mesmo molde do simples nacional, mas com a inclusão de impostos que financiam serviços sociais, como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Serviço Social da Indústria (SESI) e Serviço Social do Comércio (SESC).

Esse imposto é conhecido como alíquota de terceiros e sofre a incidência do INSS, que determina a cobrança por meio de uma tabela oficial que engloba diferentes situações dignas de arrecadação. Então, voltemos ao caso do funcionário citado no tópico anterior.

Digamos que a empresa paga uma taxa de 5,8% de alíquota de terceiros, gerando um custo de R$58,00. Sendo assim, esse será o adicional pago por essa organização em relação aos gastos das instituições do simples nacional. Então, se essas últimas desembolsam R$1.642,00, a primeira pagará R$1.700,00 pelo funcionário.

Como calcular Imposto de Renda e INSS?

Quero deixar claro, também, os custos com o Imposto de Renda (IR) e o INSS para os funcionários que ganham acima de R$1903,98. Dessa forma, você terá mais informações para o seu planejamento de gastos. No caso do IR, os valores ficam assim:

  • os honorários até R$2826,65 — a cota é de 7,5% , com dedução de R$142,80;
  • até R$ 3751,05 — a cota é de 15% , com dedução de R$354,80;
  • até R$4664,68 — a cota é de 22,5%, com dedução de R$636,13;
  • acima de R$4664,68 — a cota é de 27,5%, com dedução de R$869,36.

Já no INSS, as taxas são:

  • de R$1659,39 até R$2765,66 — 9%;
  • de R$2765,67 até R$5531,31 — 11%.

E o cálculo de benefícios?

Há empresas que oferecem benefícios extras para os colaboradores, como o plano de saúde. Embora seja mais um custo, o retorno sobre o investimento (ROI) compensa.

A começar pela melhoria na qualidade de vida dos colaboradores, que passam ter a sua disposição serviços médicos preventivos. Isso se reflete na produtividade, na satisfação e no engajamento do time.

Por outro lado, os índices de absenteísmo e a rotatividade na empresa são reduzidos. Sem falar que as organizações recebem descontos no Imposto de Renda ao apresentar os gastos com a saúde dos colaboradores. Por isso, é uma ótima estratégia investir em um plano de saúde que se encaixe nas necessidades dos funcionários.

Enfim, se você cumprir com os direitos e acrescentar benefícios, os colaboradores ficarão muito felizes. Em contrapartida, o dinheiro que gastará com eles não chegará nem perto dos lucros vindos de um time altamente engajado.

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